Secretário depõe no MPE e entrega documento em que Jajah diz ficar com VI de R$ 65 mil

Entre os nomes apontados pelo tucano está o do conselheiro afastado, Antônio Joaquim

Por araguaianews em janeiro 31, 2018

Secretário depõe no MPE e entrega documento em que Jajah diz ficar com VI de R$ 65 mil

Entre os nomes apontados pelo tucano está o do conselheiro afastado, Antônio Joaquim

O deputado estadual licenciado e secretário de Estado de Cidades (Secid), Wilson Santos (PSDB), depõe neste momento na sede do Ministério Público Estadual em relação a um áudio em que seu suplente na Assembleia Legislativa, Jajah Neves (PSDB), o acusa de receber de volta uma Verba Indenizatória mensal de R$ 65 mil. Logo em seguida, Jajah prestará esclarecimentos sobre a gravação feita pelo jornalista Arthur Garcia, que era seu funcionário e hoje é repórter do programa Pop Show (TV Bandeirantes).

Os dois são ouvidos pelo promotor Mauro Zaque, que mantém toda investigação na esfera civel em sigilo. Wilson Santos adiantou que irá negar que tenha recebido de qualquer forma a volta da VI.

Ele entregará um documento registrado em cartório em que Jajah garante que recebe o benefício. Wilson Santos também sugeriu que o MPE interrogue os suplentes à época em que ele foi deputado federal e estadual noutros mandatos.

Entre os nomes sugeridos pelo tucano para depor ao Ministério Público está o conselheiro afastado do Tribunal de Contas do Estado (TCE), Antônio Joaquim, um dos maiores adversários políticos do seu principal aliado, o governador Pedro Taques (PSDB). “Eu sei é da minha vida. Em 30 anos de vida pública, em três vezes eu deixei meu mandato para que os suplentes assumissem. Em 1993, fui para a Prefeitura com o Dante e o Antônio Joaquim assumiu por um ano. Em 2000, sai por quatro meses e o deputado José Magalhães assumiu. E depois, em outra situação, o Lino Rossi assumiu meu lugar. Vou sugerir ao Ministério Público que os convoque, para que eles, na condição de suplentes, falem como era meu comportamento em relação a estas verbas”, afirmou.

Wilson afirmou que não recebe nada da Assembleia Legislativa de Mato Grosso. O secretário afirmou que inclusive optou há 23 anos por deixar de receber uma aposentadoria a que teria direito.

Ele também aponta que quem deve se explicar é seu suplente. “Não tenho nada a ver com esta história. Esta relação não existe comigo. Hoje, sou secretário de Estado. Esse dinheiro não cai na minha conta e a Assembleia não paga para o deputado estadual Wilson Santos e sim para o Jajah Neves. É ele quem tem que dar satisfação. Para ter ideia, eu poderia estar recebendo sim há 23 anos o Fundo de Assistência Parlamentar (FAP), que é aquela pensão precoce para deputado estadual. Eu nunca aceitei. Abri mão nesse período de R$ 6 milhões. Porque eu pegaria dinheiro agora?”, concluiu.

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