O ex-prefeito de Rondonópolis Percival Muniz foi destituído da presidência do PPS mato-grossense

O ex-prefeito de Rondonópolis Percival Muniz foi destituído da presidência do PPS mato-grossense. O cargo está sob responsabilidade do secretário estadual de Educação Marco Marrafon

Por araguaianews em fevereiro 2, 2018

 

O ex-prefeito de Rondonópolis Percival Muniz foi destituído da presidência do PPS mato-grossense. O cargo está sob responsabilidade do secretário estadual de Educação Marco Marrafon, que se articula para disputar vaga na Câmara Federal ou no Senado nas eleições de outubro. A nova comissão provisória foi nomeada pelo presidente nacional da sigla, Roberto Freire, nessa quinta (1º).

montagem Freire Percival Marrafon

Presidente nacional do PPS Roberto Freire destitui Percival e nomeou Marco Marrafon para comandar sigla em MT

A maioria dos membros da nova comissão provisória do PPS é ligada ao governador Pedro Taques (PSDB). Nenhum integra o grupo de Percival, o que comprova que o ex-prefeito foi excluído pela direção nacional da sigla.

A primeira vice-presidência ficou com Wagner Simplício, militante histórico do PPS sem vínculos com Percival. O segundo vice-presidente é o médico Werley Peres, ex-secretário de Saúde de Cuiabá, que acompanha Taques desde o PDT.

O secretário-geral é Valdir Macagnan, do Livres, movimento que defende pautas como liberalismo econômico, legalização da maconha, aborto e casamento entre pessoas do mesmo sexo.

O grupo deixou o PSL quando este ofereceu a legenda para o deputado federal Jair Bolsonaro (RJ) disputar a presidência da República. A 1ª secretária-geral é a advogada Luciana Serafim, comissionada na secretAria estadual de Educação (Seduc).

Já o tesoureiro é José Adolpho, que deixou a Casa Civil por conta do escândalo dos grampos ilegais e hoje comanda o MT Fomento. Jurandir Francisco está na 1ª Tesouraria do PPS.

Marrafon entrou no PPS por intermédio do movimento Agora!, que agrega lideranças de diversos estados com objetivo de buscar uma agenda positiva para estabelecer práticas novas na política respeitando bandeiras como humanismo, tolerância e diminuição da desigualdade social, e tem como principal figura pública o apresentador de TV Luciano Huck. O comunicador chegou a ser cogitado para presidência da República, projeto político que ainda está em discussão.

Outros três integrantes do staff de Taques que estavam no PSB também aderiram ao PPS e serão candidatos a deputado estadual. São eles, o secretário de Agricultura Familiar e Assuntos Fundiários Suelme Evangelista, o adjunto de Esportes e Lazer da Seduc Leonardo Oliveira e o assessor especial da Casa Civil Beto Corrêa.

O secretário estadual de Infraestrutura e Logística, Marcelo Duarte, chegou a ensaiar filiação ao PPS, mas recuou e ainda negocia com PSDB e PSD. Ligado ao agronegócio, também pretende disputar a Câmara Federal e se choca com o projeto de Marrafon.

Apesar de admitir que será candidato, Marrafon garante que segue focado na gestão da Seduc. No entanto, precisa se desincompatibilizar do cargo até 6 de abril em cumprimento à legislação eleitoral.

“Estou filiado ao PPS e vou buscar vaga no Parlamento dentro das diretrizes do movimento Agora!. Mas por enquanto, sigo 100% focado nas ações da pasta da Educação”, declarou em entrevista ao .

Percival resistiu à movimentação dos secretários de Taques rumo ao PPS. Sempre disse aceitar as novas filiações, mas colocou objeção a entregar do comando partidário para os novos filiados. “Não estou preocupado com eles e não estou fazendo esforço para acomodá-los. Os cachorros perdidos na mudança que busquem seu lugar”, declarou Percival no início de janeiro.

Movimento Agora!

O site oficial diz que o Agora! é um movimento de ação política a partir da sociedade, independente e sem vinculação partidária. Afirma ainda que seus membros são referências em suas áreas de atuação que compreenderam a urgência de dedicar parte de seu tempo e conhecimento para mergulhar nos problemas e buscar soluções para o país.

Segundo o site, o Agora! é formado por gente que resolveu deixar “os lados de lado” para construir uma nova agenda de políticas públicas para o Brasil. Também se colocam à disposição para implementá-la dentro e fora do governo.

“O movimento quer renovar a política a partir do engajamento dos cidadãos comuns. Sua missão é conjugar na política o verbo ‘servir’ no sentido correto – ‘ser útil’, ‘ajudar’, ‘zelar pelo bem-estar’ – e no tempo que a situação exige”, diz a página virtual

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