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MT triplica consumo de cloroquina durante pandemia aponta estudo

Por araguaianews em maio 7, 2020

O Conselho Federal de Farmácia (CFF) divulgou um levantamento na última terça-feira (05) em alusão ao “Dia Nacional do Uso Racional de Medicamentos”. No estudo, a entidade compara a procura por determinados fármacos no Brasil. Dados do boletim apontam que Mato Grosso mais que triplicou a venda de hidroxicloroquina sulfato quando comparados março de 2019 e o mesmo período deste ano, quando foi declarada a pandemia da Covid-19, o coronavírus, pela Organização Mundial da Saúde (OMS).

Reprodução

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Imagem ilustrativa

A elevação vertiginosa na procura pelo medicamento no estado é destacada pela venda de 3.285 unidades do produto em março deste ano, fazendo frente às 914 do mesmo período em 2019. A alta pode ter sido causada por uma associação de fatores, como a declaração de pandemia pela OMS e a posterior liberação do remédio pela Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa).

A cloroquina ganhou destaque por conta de estudos iniciais que a apontaram como benéfica no combate ao vírus no sistema imunológico dos pacientes infectados pela Covid-19. O tema ainda está em discussão na comunidade acadêmica, mas impulsionou a expectativa até mesmo de uma possível cura por meio da utilização de compostos químicos presentes no medicamento.

No Brasil, a discussão entre a liberação do uso e os possíveis perigos oriundos desse processo ganhou palco quando foi motivo de discordância entre o chefe do Executivo nacional, Jair Bolsonaro (sem partido), e o ex-ministro da Saúde, Luiz Henrique Mandetta. De um lado, o presidente saiu em defesa do composto, assegurando inclusive o uso livre, e, na outra margem, Mandetta defendeu a cautela diante das baixas evidências científicas do remédio.

Como resultado da disputa, os estados brasileiros receberam do governo federal diversos lotes do medicamento no início de abril. Para Mato Grosso, três mil comprimidos de cloroquina foram enviados para serem utilizados nos pacientes hospitalizados com Covid-19.

“Apesar de não ter nenhum estudo científico concluído sobre a eficácia do medicamento no enfrentamento ao coronavírus, o Ministério autorizou a utilização do remédio como terapia adjuvante no tratamento de casos graves da doença, em pacientes hospitalizados, devido às experiências promissoras realizadas em outros países”, apontou à época o secretário de Estado de Saúde, Gilberto Figueiredo.

Dados do levantamento apontam que, de forma geral, o uso no estado apresentou um aumento médio de 103% quando comparados os três primeiros meses de 2019 e o trimestre inicial de 2020.

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