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Quadrilha iria roubar R$ 500 mil, ouro e pedras preciosas em chácara de político em Cuiabá, diz sobreviventes de confronto com o Bope

Por araguaianews em agosto 21, 2020

Dois sobreviventes do confronto com policiais do Batalhão de Operações Especiais (Bope) em Cuiabá no dia 29 de julho, disseram em depoimento à Polícia Civil, que a quadrilha pretendia, naquele dia, cometer um assalto à chácara de um político. Seis criminosos morreram no confronto: Gabriel de Paula Bueno, 20 anos, Jhon Dewid Bonifacio de Lima, 22, Andre Felippe de Oliveira silva, 24 e Willian Dhiego Ribeiro Moraes, 37, Leonardo Vinícius Pereira de Moraes, 24, e o policial militar Oacy da Silva Taques Neto, 30.

De acordo com os depoimentos, na chácara havia R$ 500 mil em dinheiro, além de ouro, pedras preciosas e ouro. No entanto, não foi citado o nome do dono da propriedade. “Que o dono da chácara era um politico, não sabendo precisar se é um deputado ou vereador, e esse dinheiro seria de corrupção e o dinheiro estava na chácara, pois ele iria fazer um pagamento para um advogado”, diz trecho do depoimento.

Os depoimentos foram colhidos pela Delegacia de Homicídios e Proteção à Pessoa (DHPP), no âmbito do inquérito que apura as mortes ocorridas no confronto. Os assaltantes receberam a informação sobre o dinheiro que estaria na chácara, de um segurança do proprietário do local, porém, o nome do funcionário não foi revelado.

Os depoentes estavam em um dos carros atingidos com vários tiros durante o confronto. Eles fugiram do local e foram os únicos que conseguiram sobreviver. Os criminosos estavam em dois carros, sendo um Fiat Uno e um Toyota Corolla blindado.

Eles revelaram que havia também um veículo Volkswagen Fox, que levaria os criminosos à chácara. Porém, esse carro, conforme depoimentos, não foi alvejado pelos policiais do Bope, e os ocupantes dele teriam sido os responsáveis por “entregar” a quadrilha.

O dinheiro, segundo os depoentes seria proveniente de corrupção e que seria entregue a um advogado. No entanto, não foram repassadas a eles detalhes da localização da chácara e que o político chegaria ao local de 6h daquele dia. O plano era simular um roubo, com o apoio de seguranças desse político.

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