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Três homens são presos por espancar golfinho até a morte no rio Ganges

Por araguaianews em janeiro 10, 2021
Rio Ganges, na Índia
Rio Ganges, na Índia
Foto: Shutterstock

A polícia do estado de Uttar Pradesh, no norte da Índia, prendeu três pessoas supostamente envolvidas na morte de um golfinho do rio Ganges, espécie em perigo de extinção. As prisões vieram depois que um vídeo do crime viralizou nas redes sociais, segundo a polícia local.

O investigador Akhilesh Pratap Singh disse que a carcaça do golfinho foi encontrada no dique do canal Sharda, no distrito de Pratapgarh, em 31 de dezembro.

Na quinta-feira (7), três homens supostamente vistos no vídeo foram presos, disse a polícia. Nove pessoas – também vistas na gravação – ainda foragidas, de acordo com Singh.

O vídeo mostra um grupo de homens com paus e um machado espancando o golfinho até a morte. Alguns riram quando o corpo quase sem vida do golfinho foi puxado por sua barbatana na água rasa.

O oficial florestal Varun Singh, que fez parte da investigação inicial, disse à CNN que o animal era um adulto de golfinho do rio Ganges.

O golfinho do rio Ganges “já esteve presente em dezenas de milhares”, mas agora “diminuiu abissalmente” para uma população de menos de 1.800 no século passado, de acordo com o World Wildlife Fund (WWF) Índia.

“Vivendo em uma das partes mais densamente povoadas do mundo, o golfinho do rio Ganges enfrenta ameaças da agricultura e poluição industrial e outras atividades humanas, como a criação de barragens, projetos de irrigação e pesca”, de acordo com o WWF, que diz esse desenvolvimento “divide e isola as populações”.

O raro golfinho de água doce é essencialmente cego e é conhecido localmente como “susu”, uma referência ao ruído que faz quando respira, de acordo com a WWF.

Ao caçar, ele emite sons ultrassônicos que ricocheteiam em peixes e outras presas, permitindo que visualizem em sua mente o que há à frente.

As fêmeas do golfinho do rio Ganges dão à luz uma vez a cada dois ou três anos apenas um filhote, de acordo com o WWF.

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