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Mauro nega ficar em cima do muro em disputa para o Senado

Neri tem realizado vários encontros partidários no interior e tem reforçado a sua pré-candidatura

Por araguaianews em maio 10, 2022

Chico Ferreira

O governador Mauro Mendes (União) sinalizou que não pretende abrir palanque para duas candidaturas ao Senado, caso dispute a reeleição. Segundo ele, a decisão de ter o senador Wellington Fagundes (PL) ou o deputado federal Neri Geller (PP) como candidato ao Senado será tomada após ouvir todos os aliados.

“Acho que em algum momento essa história de ficar em cima do muro não funciona bem. Em algum momento nós vamos ouvir os partidos, os aliados e tomar uma decisão”, disse o governador nessa segunda-feira (9) durante entrega de títulos definitivos de propriedades em Várzea Grande.

Apesar disso, Mendes afirma que ‘tudo é possível’ na política, mas que a discussão de abrir espaço que Geller e Fagundes nunca foi colocada na mesma.

A declaração de Mendes acontece após o senador Jayme Campos (União) ter levantado a possibilidade e defendido que os dois pré-candidatos tenham espaços no palanque de Mendes, já que pertecem à base aliada do governo estadual. Jayme apoia Wellington Fagundes.

Quem também já defendeu tal possibilidade é o padrinho de Mauro Mendes, o ex-governador e ex-ministro Blairo Maggi (PP), avalisador da candidatura de Neri. Segundo ele, seria a melhor solução para Mauro abrir o palanque para que os dois possam fazer suas campanhas.

A disputa para saber quem irá compor a vaga de Senado na chapa de reeleição de Mauro Mendes tem provocado tensão na base aliada do governo estadual.

Enquanto Wellington ganha a vantagem de ser do mesmo partido do presidente Jair Bolsonaro (PL), que já declarou apoiar Mendes à reeleição, Neri Geller demonstra força com os apoios do MDB, PSD e PSB.

Neri tem realizado vários encontros partidários no interior e tem reforçado a sua pré-candidatura. Já Wellington tem colado no governador Mauro Mendes apostando no peso de Bolsonaro.

As convenções partidárias para a definição das candidaturas e alianças ocorrerão em julho e início de agosto. Até lá, a pressão em cima de Mauro Mendes aumenta dos dois lados.

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