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segunda-feira - 20 maio - 2024
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Atraso no plantio da soja em Mato Grosso devido a falta de chuva já impacta preços das forrageiras

Atraso já é 7% maior em relação à última safra

 O plantio de soja da safra 2023/2024 em Mato Grosso alcançou 60% no dia 20 de outubro, um atraso de quase 7% em relação à safra passada. Os dados são do Instituto Mato-grossense de Economia Agropecuária (Imea). Isso se deve à irregularidade da chuva no estado, o que deve impactar na segunda safra do milho.

“A semeadura da soja está atrasada pelo fator clima. As chuvas estão realmente muito irregulares. Na maioria das regiões não caíram volumes suficientes ainda para dar início ao plantio. Então o clima está comprometendo essa abertura de plantio” disse o vice-coordenador da Comissão de Defesa Agrícola da Associação dos Produtores de Soja e Milho de Mato Grosso (Aprosoja-MT), Jorge Diego Giacomelli.

“A segunda safra que seria milho, ela depende de uma janela ideal também e como você já atrasa na soja, você vai colher a oleaginosa mais tarde. Se conseguir plantar esse milho, já não vai plantar numa janela ideal, o que pode afetar a produtividade lá na frente e não entregar os resultados que o produtor estava esperando “, completou.

Segundo o Imea, Mato Grosso deve colher 43,78 milhões de toneladas de soja na safra 2023/2024, um milhão a menos que na safra passada. A oleaginosa deve ser plantada em uma área de 12 milhões de hectares. A produtividade deve ser de 59,7 sacas por hectare.

Alta no preço das forrageiras

A falta de chuvas no cerrado e o excesso delas no Sul do país já causa alta no preço de sementes de forrageiras. Isso acontece devido ao aquecimento na demanda diante da possibilidade de muitos agricultores optarem pelo plantio destas culturas de cobertura na época de fim das chuvas de forma a evitar riscos do milho tardio na safrinha.

“Já notamos alta no preço de sementes de brachiaria Ruziziensis, que quase dobrou nos últimos meses. Embora o plantio comece apenas em janeiro, os distribuidores e grandes produtores de grãos já começam a se movimentar”, afirma o CEO da Wolf Sementes, Alex Wolf.

Ele avalia, entretanto, que a alta nos preços de cultivares convencionais deixa mais atrativo o uso de produtos mais modernos e eficientes. Este é o caso do mix de sementes com 50% de Brachiaria híbrida Mavuno e 50% da tradicional Ruziziensis.

“Mavuno exige um investimento um pouco maior mas também produz 170% mais forragem do que a Ruziziensis, além de vantagens importantes para a agricultura como aumento da capacidade de retenção da água no solo devido seu sistema radicular mais robusto”, explica Wolf. “Com o aumento de preço das Ruziziensis, por exemplo, a opção por Mavuno fica ainda mais vantajosa para o agricultor”, calcula o executivo.

Fonte: O Documento

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