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segunda-feira - 20 maio - 2024
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Botelho exonera ex-deputado de cargo na presidência da Assembleia Legislativa após agressão à esposa

Presidente da AL disse que as ações de Baiano vão de encontro à “a política de enfrentamento de violência contra a mulher” defendida pelo Legislativo [Foto – Angelo Varela]

O presidente da Assembleia Legislativa, Eduardo Botelho (União) mandou exonerar, o ex-deputado José Joaquim de Souza Filho, mais conhecido como Baiano Filho, do cargo de assessor parlamentar da Casa de Leis. Ele foi detido no domingo (27), após ser acusado de agredir a esposa, dentro de uma caminhonete em Confresa. A mulher foi filmada por populares com o rosto coberto de sangue. 

Baiano Filho chegou a ir até a delegacia prestar esclarecimentos após populares denunciarem a agressão contra a mulher, de 49 anos, mas foi liberado em seguida.

O político estava lotado em cargo comissionado como assessor parlamentar na presidência, mais especificamente na Mesa Diretora, e tinha um salário de R$ 5,1 mil.Em nota divulgada à imprensa nesta segunda-feira (28), o presidente da AL repudiou o ato cometido por Baiano Filho.

“A ação do ex-deputado vem totalmente em desencontro com a política de enfrentamento de violência contra a mulher defendida e realizada pelo Parlamento Estadual. Na Assembleia lutamos para o fim da violência contra a mulher. Acredito que juntos consigamos pôr fim no machismo endêmico e outras formas de preconceitos que assolam a sociedade atual e vem tirando vidas em Mato Grosso”, afirmou o deputado e presidente da Assembleia, Eduardo Botelho.

Baiano Filho era assessor parlamentar e agrediu a esposa na madrugada desse domingo, em Confresa .

 

 

 

 

 

 

 

 

Ainda ontem, a vice-presidente da Casa de Leis, deputada Janaina Riva (MDB) se manifestou em suas redes sociais a respeito do episódio.  A parlamentar, afirmou estar indignada com a notícia recebida.

“Não sei como ainda me surpreendo, com tantas faces de agressores. Pessoas que eu jamais imaginaria agredindo uma mulher, nos demonstram o quanto ainda temos que amadurecer esse debate. Triste crescermos num ambiente tão hostil e violento contra as mulheres. Mais uma vez, fica evidente que a violência doméstica não escolhe cara, cor, raça ou classe social. Precisamos proteger as vítimas e responsabilizar os agressores, sem distinção”, escreveu em seu perfil no Instagram.

“Nós autoridades e justiça devemos lutar por um mundo mais seguro para as mulheres, onde o respeito e a igualdade prevaleçam. Não podemos mais tolerar essa realidade. Por isso é importante não haver impunidade, todos devem ser iguais perante a lei”, completou a deputada.

Já o chefe da Casa Civil, o deputado federal licenciado, Fábio Garcia (União) também se manifestou e classificou como “triste e lamentável” a situação. Esses atos parecem estar se tornando mais corriqueiros a cada dia, o que nos leva a pensar que precisamos punir com maior severidade a violência contra a mulher para mudar o comportamento machista da sociedade. A sociedade está perdendo esta batalha e falhando neste enfrentamento”, escreveu ele.

“O sentimento de impunidade dos agressores precisa acabar; o homem não pode ter um sentimento de superioridade, de domínio, de propriedade sobre a mulher. O homem deve ter respeito e temer as consequências da violência. A impunidade precisa chegar ao fim neste país”, ressaltou o gestor.

Fonte: O Documento

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