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sexta-feira - 19 julho - 2024
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Cientistas descobrem objeto mais luminoso do Universo

Arte: O núcleo brilhante do J0529-4351 é alimentado por um buraco negro supermassivo.

O objeto mais luminoso já detectado foi avistado no Universo distante.

Trata-se de um quasar – o núcleo brilhante de uma galáxia alimentada por um buraco negro gigantesco com cerca de 17 bilhões de vezes a massa do nosso Sol.

A potência do objeto, conhecido como J0529-4351, foi confirmada a partir de observações do telescópio VLT (Very Large Telescope) no Chile.

Em artigo publicado na revista científica Nature Astronomy, os cientistas afirmam que o buraco negro tem um apetite voraz, consumindo massa equivalente a um Sol todos os dias.

Na verdade, o J0529-4351 já havia sido registrado há muitos anos, mas sua verdadeira glória só foi reconhecida agora.

“É uma surpresa que tenha permanecido desconhecido até hoje, quando já conhecemos cerca de um milhão de quasares menos impressionantes. Ele estava literalmente bem debaixo do nosso nariz até agora”, diz Christopher Onken, um dos astrônomos da Universidade Nacional Australiana (ANU, na sigla em inglês) que trabalhou nas observações do VLT.

O termo quasar é usado para descrever uma galáxia com um núcleo muito ativo e energético.

O buraco negro no centro dessa galáxia puxa matéria na sua direção a uma velocidade impressionante.

À medida que essa matéria é acelerada ao redor do buraco negro, ela se dilacera e emite uma enorme quantidade de luz, tão forte que até mesmo um objeto tão distante como o J0529-4351 ainda é visível para nós.

A emissão deste quasar demorou impressionantes 12 bilhões de anos para chegar aos detectores do telescópio VLT.

Tudo que se refere a esse objeto é surpreendente.

Os cientistas envolvidos no estudo dizem que a energia emitida torna o quasar 500 trilhões de vezes mais luminoso que o Sol.

“Toda esta luz vem de um disco de acreção quente que mede sete anos-luz de diâmetro. Este deve ser o maior disco de acreção do Universo”, afirma Samuel Lai, aluno de doutorado da ANU e coautor do estudo.

Sete anos-luz são cerca de 15.000 vezes a distância do Sol até a órbita de Netuno.

Fonte: bbc.com

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