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sexta-feira - 19 julho - 2024
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Cirurgias bariátricas aumentam em Mato Grosso e custos ao SUS atingem R$ 25,8 milhões ao ano

O Hospital Metropolitano é o único que realiza os procedimentos em MT pelo Sistema Único de Saúde (SUS). Aumento nas cirurgias reflete a crescente demanda por tratamentos de obesidade no estado [Foto – Christiano Antonuccii]

Em Mato Grosso, o número de pessoas passando pela cirurgia bariátrica em decorrência da obesidade aumentou 189% no período de um ano. O Hospital Metropolitano é o único que realiza os procedimentos no estado pelo Sistema Único de Saúde (SUS). Em 2023, 1.110 pacientes passaram pelo procedimento, em 2022 foram 384 cirurgias. Neste ano, foram realizadas 500 cirurgias até maio. O aumento nas cirurgias reflete a crescente demanda por tratamentos de obesidade no estado e no país. 

O custo médio de manutenção do serviço de cirurgia bariátrica por paciente é de aproximadamente R$ 21,5 mil. Com cerca de 100 pacientes atendidos mensalmente, o gasto anual para o sistema público de saúde deve atingir R$ 25,8 milhões neste ano, conforme a Secretaria de Estado de Saúde.

O tratamento da obesidade via SUS é estruturado e envolve diversas etapas. Pacientes com excesso de peso ou obesidade são encaminhados para o Hospital Metropolitano, em Várzea Grande, por meio do Sistema Estadual de Regulação (SISREG). Após a primeira consulta com um médico cirurgião, os pacientes passam por uma série de consultas e exames com profissionais de diferentes especialidades, incluindo cardiologia, pneumologia, endocrinologia, nutrição, psicologia e psiquiatria.

Apenas após serem considerados aptos por esses profissionais, os pacientes retornam ao cirurgião para a emissão da Autorização de Internação Hospitalar (AIH) e posterior aprovação do procedimento no SISREG. Todo esse processo, desde a primeira consulta até a cirurgia, leva em média 45 dias.

A obesidade está associada a diversas comorbidades, como hipertensão, diabetes, esteatose hepática e apneia do sono, que aumentam a complexidade e o custo do tratamento.

Capital das gordinhas

As mulheres de Cuiabá têm a segunda maior taxa de obesidade do país, perdendo apenas para Fortaleza. As informações são do estudo Vigitel 2023, do Ministério da Saúde. Os dados levam em conta pessoas acima de 18 anos com Índice de Massa Corporal (IMC) igual ou acima de 30, calculado a partir do peso em quilos dividido pelo quadrado da altura em metros.

No caso de sobrepeso, com IMC igual ou acima de 25, as mulheres cuiabanas ocupam o 3º lugar do país em excesso de peso, depois de Fortaleza e Porto Alegre (RS). Dentre os homens obesos, Cuiabá está em 12º e 14º em sobrepeso.

Além dos dados do IMC, mulheres e homens cuiabanos consomem menos frutas e hortaliças do que o recomendado e um dos mais bebem refrigerante no país. A Organização Mundial da Saúde (OMS) recomenda a ingestão diária de pelo menos 400 gramas de frutas e hortaliças, o que corresponde a aproximadamente cinco porções por dia. Esse consumo é essencial para a prevenção de doenças crônicas, como obesidade, diabetes, hipertensão e doenças cardiovasculares.

Para a estimativa, o Vigitel considera cada fruta ou suco de fruta como uma porção, limitando-se a três porções diárias para frutas e uma para sucos. No caso das hortaliças, o consumo máximo computado é de quatro porções diárias, abrangendo tanto hortaliças cruas quanto cozidas consumidas no almoço e no jantar. O consumo de cinco ou mais porções em cinco ou mais dias da semana é considerado adequado e em conformidade com as recomendações da OMS.

Contudo, as mulheres cuiabanas estão em 16º entre as capitais que mais consomem frutas e hortaliças e 12º entre os homens. Mas no consumo de refrigerante em cinco ou mais dias da semana, faz Cuiabá estar entre os 3 maiores consumidores do país. As maiores frequências, entre homens, foram encontradas em Curitiba (PR), Cuiabá e Rio Branco (AC). Entre mulheres estão Curitiba (PR), Cuiabá (19,7%) e Porto Alegre (RS).

Fonte: O Documento

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