728X90

Em delação, ex-secretário de Saúde denuncia contratações em troca de apoio político na Câmara Municipal

Conforme Huark, ao menos 250 servidores foram contratados durante o período em que ficou à frente da Pasta

Por araguaianews em outubro 19, 2021

 

Conforme Huark Correia, contratações seriam um “canhão policito” para o prefeito de Cuiabá [Foto – Otimar Oliveira]

Delação premiada do ex-secretário de Saúde, Huark Correia, junto ao Ministério Público de Mato Grosso (MPMT), foi determinante para a deflagração da “Operação Capistrum”, deflagrada nesta terça-feira (19) pelo Naco (Núcleo de Atuação de Competência Originárias), com apoio do Grupo de Atuação Especial Contra o Crime Organizado (Gaeco) e da Delegacia Especializada de Combate à Corrupção (Deccor).

Além do prefeito Emanuel Pinheiro (MDB), são alvos de mandados de busca e apreensão e sequestro de bens na “Operação Capistrum”, a primeira-dama Márcia Kuhn Pinheiro, a secretária adjunta de Governo e Assuntos Estratégicos Ivone de Souza e o ex-coordenador de Gestão de Pessoas Ricardo Aparecido Ribeiro. O chefe de Gabinete Antônio Monreal Neto foi preso. Os pedidos foram acolhidos pelo Tribunal de Justiça de Mato Grosso (TJMT) por decisão do desembargador Luiz Ferreira Silva.

Conforme Huark, ao menos 250 servidores foram contratados durante o período em que ficou à frente da Pasta entre março e dezembro de 2018, boa parte deles, sem necessidade, ou formação para o cargo em que foi contratado. Na delação, o ex-gestor afirma que esses servidores foram contratados para atender interesses políticos do prefeito Emanuel Pinheiro (MDB).

Afirma ainda que ouviu do próprio prefeito que essas contratações seriam “canhão político” e boa parte delas, seriam indicações de vereadores em troca de apoio na Câmara Municipal

O próprio Emanuel Pinheiro, conforme Huark, teria dito que as referidas contratações seriam um “canhão político que eram levadas a cabo por indicação política de vereadores e visavam retribuir ou comprar apoio político esclarecendo também que muitas contratações eram realizadas sem necessidade e envolviam pessoas que não tinham formação profissional para o cargo que desempenhavam causando prejuízo ao erário”.

Huark apresentou ao Ministério Público, “259contratos de prestação de serviço por excepcional interesse público”, onde consta apenas assinatura dos contratados. Segundo o ex-gestor, ele se recusou a assinar os documentos “em virtude de vislumbrar interesses escusos do Prefeito Municipal e, também, porque o volume de contratação seria incompatível com a efetiva necessidade da Secretaria de Saúde de Cuiabá”.

Fonte: www.odocumento.com.br

Artigos Relacionados

Deixe uma resposta

O seu endereço de e-mail não será publicado. Campos obrigatórios são marcados com *