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Grávida, noiva vai dirigindo ao casamento após recusas de app

Depois da tensão, veio o alívio. Os noivos disseram "sim" no altar um para o outro

Por araguaianews em outubro 18, 2021

Sem conseguir um motorista no aplicativo, a advogada se atrasou 1h20 para a cerimônia e chegou dirigindo o próprio carro

Noiva dirige de véu e salto para o próprio casamento, na Asa Sul

Noiva dirige de véu e salto para o próprio casamento, na Asa Sul

ARQUIVO PESSOAL

Depois de mais de 20 tentativas frustradas de chamar um carro por aplicativo e atrasada para a cerimônia, uma noiva pernambucana decidiu assumir a direção do veículo e ir dirigindo ao próprio casamento, neste sábado (16), em Brasília (DF).

De véu, cauda e salto alto, a advogada Natalia Andrade, 34 anos, que está grávida de três meses, agora relata o caso entre risos, mas, no dia da cerimônia, diz que viveu momentos de tensão. “Eu precisava me casar”, disse a noiva.

Imprevistos
A cerimônia estava marcada para as 17h, mas Natalia só conseguiu chegar às 18h20. No dia anterior, a previsão de chuva alterou os planos do casamento, que ocorreria em uma área aberta de um restaurante na Asa Sul. Foi preciso realocar o evento para a parte coberta do estabelecimento, o que acabou inviabilizando um espaço para ela se maquiar no local.

Com isso, uma das convidadas ofereceu a própria casa para que a noiva pudesse se arrumar para o grande dia. Assim, Natalia, duas madrinhas, o cabeleireiro e o maquiador foram para a residência, no Jardim Botânico, às 14h. Ela tinha que chegar ao restaurante até as 17h20, quando terminaria a entrada dos padrinhos e do noivo. Por isso, às 16h50, decidiu acionar um carro por aplicativo para chegar à cerimônia. Naquele momento, chovia bastante na região.

Recusas de corrida
“Fazia tempo que não pegava serviço de aplicativo, achei que seria rapidinho. A única coisa que a cerimonialista me recomendou várias vezes foi que não chegasse atrasada por causa da juíza de paz. Começamos a pedir carro a várias empresas. Elas não aceitavam e, como demorava muito procurando motorista, minhas amigas começaram a pedir também”, relata Natalia.

Com o relógio se aproximando das 18h, o nervosismo de Natalia foi aumentando, e a juíza de paz cobrava que ela chegasse logo. Sem conseguir chamar um carro, a noiva decidiu resolver a situação: com a ajuda do cabeleireiro, ajustou o véu na cabeça, arrumou a cauda no banco e, de salto alto, assumiu o volante e seguiu para o restaurante.

“Foi uma atitude de desespero, estava nervosíssima. Disse à cerimonialista: ‘Deixa comigo’. Foi a única coisa que consegui pensar: não tenho problema de saúde, é só ir rápido. Era uma emergência, as madrinhas que estavam comigo eram do Recife, não conheciam o trânsito de Brasília, então assumi a direção”, conta a advogada. “Estava enjoada, preocupada com o bebê, levando o celular na mão, com medo de ser multada.”

Noiva chegou a tempo

Noiva chegou a tempo

ARQUIVO PESSOAL

Cerimônia
Quando Natalia finalmente conseguiu parar o carro na 116 Sul, entregou as chaves ao manobrista, que se espantou ao vê-la descer do banco do motorista. “Moça, você é maluca!”, disse ele. “Meu amigo, eu preciso casar, é só isso que eu quero”, respondeu ela. A mesma reação teve seu pai ao recebê-la na entrada do local. “Que maluquice é essa?”, indagou. Até então, apenas a cerimonialista sabia o que tinha acontecido.

O noivo, Felipe Barbosa, que a esperava no altar, chegou a pensar que Natalia tivesse desistido do casamento. Já o fotógrafo do evento, Rafael Zart, diz que, conhecendo a noiva, “sabia que ela ia dar um jeito”. De braço dado com o pai, Natalia enfim entrou no restaurante e foi tomada pela emoção. “Quase não consegui fazer o trajeto, chorava bastante. Mas deu certo”, afirma.

“No início fiquei bem chateada, pensava que era um serviço simples de pegar. Se soubesse antes, teria deixado um backup“, lamenta.

Gravidez
Depois da tensão, veio o alívio. Os noivos disseram “sim” no altar um para o outro. Natalia descobriu a gravidez há apenas duas semanas e aproveitou a festa de casamento para fazer o chá revelação do bebê. “Estava com o vestido todo organizado, e lá vou eu para a costureira arrumar o vestido.” Daqui a seis meses, ela dará à luz um menino.

Foi só depois de descobrir o sexo do bebê que o casal conseguiu conversar sobre o que ocorreu. “Você não sabe o que aconteceu para eu chegar aqui”, disse Natalia a Felipe.

Reencontro
Ela contou ainda que o casamento foi muito além da festa. O planejamento começou há dois anos e, com a pandemia de Covid-19, foi adiado três vezes. “No modelo inicial ia ter banda, igreja… Tivemos que cancelar. Reduzimos o número de convidados de 160 para 70.” Os noivos optaram por não sair em lua de mel agora, para aproveitar o tempo com a família, que veio de Pernambuco.

“A gente marcou esse casamento por farra. Mas, depois, perdemos parentes para a Covid-19, então construímos esse momento, que foi muito esperado. Não sair em lua de mel foi um consenso para guardar as férias para a chegada do bebê, e a gente queria curtir com essa família que há muito tempo não se encontrava por causa da pandemia”, ressaltou.

Depois do que definiu como momentos de raiva, euforia e nervosismo, agora Natalia se diverte com a situação. “No começo foi difícil, não queria que nada tivesse dado errado. No fim das contas foi tudo lindo e extremamente emocionante, inesquecível. Temos história para 50 anos”, finalizou.

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