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segunda-feira - 22 abril - 2024
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Pró-reitor do IFMT, advogados e médico veterinário são apontados como financiadores de mercúrio ilegal, diz PF

 

Esquema de comércio ilegal de ouro e mercúrio foi alvo de operação da Polícia Federal na quarta-feira [Foto – PF]

As investigações da Polícia Federal na Operação Hermes 2 apontaram que devido à desorganização financeira e contábil de Arnoldo Veggi na administração da organização criminosa no contrabando de mercúrio ilegal, ele teve que recorrer a amigos e parentes para a manutenção do esquema criminoso, cooptando dentre eles o pró-reitor do IFMT, advogados, servidores federais e um médico veterinário. 

O pró-reitor de Extensão do Instituto Federal de Mato Grosso (IFMT), Marcus Vinicius Taques Arruda, é apontado nas investigações da Polícia Federal por remeter o valor de R$ 219,1 mil para Arnoldo, a empresa Quimar de propriedade de Arnoldo Veggi e a Edgar dos Santos Veggi e recebido um total de R$ 630,7 mil de empresas vinculadas a Arnoldo.

A Quimar comercializou mais de 5 toneladas de mercúrio ilegal no período de 24 meses, de acordo com a Polícia Federal.

O médico veterinário Guilherme Motta Soares, sócio da Previvet Clínica Veterinária e da Clínica Veterinária do Povo, teria enviado R$ 74,1 mil em fevereiro de 2022 e investido uma quantia superior a R$ 600 mil. Conforme os diálogos extraídos do celular de Arnoldo, o veterinário estaria auxiliando no envio de dinheiro para os fornecedores de mercúrio utilizando criptomoedas para agilizar e baratear a transação.

Outro nome apontado pela Polícia Federal é do advogado José Eduardo Miranda. A Polícia Federal aponta que ele seria um possível financiador das empresas utilizadas para o comércio ilegal do mercúrio, havendo indícios de lavagem de dinheiro, com movimentação de valores em torno de R$ 2 milhões.

O também advogado Juliano Garrutti de Oliveira teria remetido R$ 474 mil para as contas de três empresas investigadas e, de maneira fracionada, reforçando os indícios de que tais transações possam ter sido uma forma de dissimular ou ocultar a verdadeira origem dos recursos, em possível prática de lavagem de dinheiro.

O servidor da Caixa Econômica Federal, Marcelo Coelho Miranda, teria remetido um total de R$ 175,7 mil para pessoas vinculadas a Arnoldo, bem como teria recebido um total de R$ 372,6 mil de empresas vinculadas a ele.

A Polícia Federal dividiu o organograma da organização criminosa em: fornecedores, sócios, financiadores, intermediários/comissionados, compradores e operacionais.

Fonte: O Documento

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