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sexta-feira - 1 dezembro - 2023
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Produtores sinalizam substituir plantio de milho por algodão em Mato Grosso na segunda safra

A redução dos custos com fungicidas, inseticidas e herbicidas em cerca de 35% em Mato Grosso aliado a forte queda das cotações do milho, que despencaram em 39% apertando a margem de lucro dos produtores de Mato Grosso tem levado os produtores a substituir o milho pelo algodão na segunda safra ou optar pela redução de tecnologias para aliviar os custos.

Na cultura do algodão, o maior gasto com a lavoura é com produtos fitossanitários. Desde o ano passado, o Custo Operacional Total favoreceu os cotonicultores, e foi acompanhado de certa estabilidade nos preços de vendas da commodity nos últimos seis meses. Combinados, os dois fatores levam a uma rentabilidade melhor com a cultura.

Já no caso do milho, a margem líquida da safra 2023/24 para o cereal no Estado também reduziu, tornando-se pouco atrativa. Mesmo com os custos menores com fertilizantes, a rentabilidade do produtor de milho foi sendo comprimida. Os dados são da Agrinvest Commodities, que acompanha o cenário com projeções atualizadas semanalmente.

Os grandes grupos produtores devem fazer a substituição de uma cultura pela outra, no entanto, os especialistas sugerem ponderação de alguns aspectos antes da tomada de decisão. Para debater o assunto, estarão reunidos no painel de abertura do XV Encontro Técnico Algodão, da Fundação MT, que será realizado em Cuiabá, de 28 a 30 de agosto.

Com o tema ‘Cenário atual e futuro da cotonicultura’, o encontro será no painel de abertura do evento e contará com a presença de Alexandre Schenkel, presidente da Associação Brasileira dos Produtores de Algodão (Abrapa) e Jeferson Souza, analista de inteligência da Agrinvest. Também participam Alexandre De Marco, diretor da Associação Matogrossense dos Produtores de Algodão (Ampa), Rodrigo Oliveira, gerente de Planejamento Agrícola da SLC Agrícola e a jornalista Kelen Severo, que vai mediar o momento. O painel também vai abordar projeções para a cultura em Mato Grosso e como o Brasil está se desenvolvendo em outros mercados quando o assunto é o algodão.

Para Souza, da Agrinvest, são vários os fatores que precisam ser ponderados na decisão de substituir o milho segunda safra. “Os custos do algodão são praticamente três vezes maiores do que os custos operacionais do milho. Além do maquinário ser muito mais caro, é preciso analisar a capacidade das algodoeiras e a logística, pois tudo isso impacta diretamente na rentabilidade. Então, o risco e retorno do algodão é muito maior porque o investimento também é maior”, pontua o analista.

Fonte: O Documento

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